quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PEC do fundamentalismo religioso


                    Fonte imagem: Fruto Proibido



Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
    Segundo De Plácido e Silva: "LAICO. Do latim laicus, é o mesmo que leigo, equivalendo ao sentido de secular, em oposição do de bispo, ou religioso." (SILVA, 1997, p. 45)
            O termo laico remete-nos, obrigatoriamente, à idéia de neutralidade, indiferença.
            "A liberdade de organização religiosa tem uma dimensão muito importante no seu relacionamento com o Estado. Três modelos são possíveis: fusão, união e separação. O Brasil enquadra-se inequivocadamente neste último desde o advento da República, com a edição do Decreto119-A, de 17 de janeiro de 1890, que instaurou a separação entre a Igreja e o Estado.
            O Estado brasileiro tornou-se desde então laico. (...) Isto significa que ele se mantém indiferente às diversas igrejas que podem livremente constituir-se (...)". -- (BASTOS, 1996, p. 178)
   Lendo tudo isso e a PEC 99/11 me pergunto:
   A democracia e o estado laico como conhecemos está com seus dias contados no Brasil?
  Entidades religiosas, com grande influencia, estão tentando implantar a Teocracia no Brasil. A PEC 99/11 é o primeiro passo, instituindo privilégios de interferirem diretamente na vida política do Brasil, quase como um direito de veto religioso.
  Embora eu não concorde com muita coisa que fere meus pensamentos religiosos, eu tolero, pois respeito à liberdade proporcionada pela democracia. Devemos pensar que como seres individuais, temos vontades individuais e virtudes individuais, as quais devem ser respeitadas. Portanto devemos lembra que religião não é DEUS, está contida em DEUS assim como todo o resto. Obrigar pessoas a pensar como sua religião quer, não leva ninguém a lugar nenhum só as torna escravas de seus pensamentos.
  Toda vez que vejo um religioso bater no peito afirmando ser o dono da verdade, fico assustado, pois se só DEUS é perfeito, quem é esse ser que diz ser perfeito?
  O estado e a religião não podem estar unidos, pois fere direitos dos próprios religiosos assim como de ateus e etc...
  E irritando quem eu possa irritar, por muitas vezes eu bato palmas para ateus que fazem o bem, praticam o amor só por que gostam e se sentem bem, do que para religiosos que o fazem por ter medo de um futuro castigo. Quem faz por medo não faz de coração, é um escravo!
  Reflita sobre essa PEC, isso pode levar o Brasil à idade media.  Se você não concorda com certa pratica, faça o que você acha certo e de o exemplo, não obrigue o outro a fazer o que você acha certo.




SALVE DEUS,
SALVE JESUS,
Axé a todos!
Michel Borges